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Vulcan investe 140,6 milhões de euros na eletrificação da mina de Moatize

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Economia
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Projeto pioneiro de eletrificação em Tete

A mineradora Vulcan aplicou cerca de 140,6 milhões de euros na transição energética da sua operação. O montante equivale a 160 milhões de dólares. A iniciativa visa transformar a mina de Moatize na primeira exploração totalmente elétrica do continente africano.

Esta infraestrutura vai produzir até 300 megawatts de energia. Consequentemente, o empreendimento reduzirá de forma substancial o consumo de combustível fóssil e o impacto ambiental.

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A distribuição da capacidade energética já está definida. Desta forma, cerca de 90 megawatts vão alimentar a extração. Além disso, 30 megawatts atenderão ao processamento de minérios, enquanto 100 megawatts servirão para eletrificar o corredor ferroviário.

Independência energética e apoio à rede pública

O diretor-executivo da mineradora, Mukesh Kumar, revelou os detalhes durante a apresentação dos novos equipamentos. O responsável explicou que o projeto garante a autonomia energética do complexo na província de Tete.

Além disso, a empresa vai injetar a eletricidade excedente na Rede Eléctrica Nacional. A concessionária opera numa área de 250 quilómetros quadrados em Moatize.

A comunidade residencial mais próxima fica a apenas 350 metros das operações. Por conseguinte, a eliminação de emissões diretas de máquinas pesadas traz benefícios à saúde das populações.

Atualmente, a empresa gasta cerca de 150 milhões de dólares por ano com importações de gasóleo. Portanto, a conversão tecnológica pretende cortar custos e fortalecer a economia moçambicana.

Aproveitamento de resíduos e sustentabilidade ambiental

A empresa pretende também reaproveitar as cinzas da central térmica. Com estes resíduos, a mineradora planeia produzir cimento verde no país.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, elogiou a iniciativa. O governante ressaltou que a medida representa um passo decisivo para a mineração sustentável.

O ministro lembrou que Moçambique não refina o seu próprio combustível. Por isso, a redução do consumo de gasóleo reduz custos ambientais e gera mais produtividade.

Adicionalmente, a transição reduzirá a poeira de carvão na atmosfera. Consequentemente, as comunidades vizinhas vão ter uma melhoria significativa na sua qualidade de vida.

Histórico das operações no setor extrativo

A empresa privada de origem indiana faz parte do Grupo Jindal, avaliado em 18 mil milhões de dólares. O grupo já operava no país através da mina de carvão de Chirodzi.

Nos últimos três anos, a companhia produziu mais de 35 milhões de toneladas anuais em Moatize.

A aquisição do ativo ocorreu em abril de 2022 perante a multinacional Vale. O negócio custou mais de 270 milhões de dólares.

A antiga concessionária operou em Moçambique durante 15 anos. O acordo incluiu a gestão da mina e da ferrovia de 912 quilómetros do Corredor Logístico do Nacala.

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