ANAMOLA exige investigação rigorosa após assassinato de membro em Inhambane
A direcção do partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) reforçou o seu apelo às autoridades moçambicanas para a realização de uma investigação independente, célere e profunda sobre a morte de Ilídio Facitela Gustavo, mobilizador político da organização no distrito de Morrumbene, na província de Inhambane.
Ilídio Gustavo foi dado como raptado no passado dia 11 de Setembro e posteriormente localizado sem vida no distrito vizinho de Homoíne. O caso foi tornado público pelo presidente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, que revelou que a vítima constava da lista de testemunhas arroladas num processo judicial em curso no Tribunal Supremo.
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A formação política defende a urgente identificação e responsabilização criminal dos autores do homicídio. Contudo, até ao momento, as autoridades oficiais não apresentaram dados públicos que estabeleçam uma relação directa entre o crime e a acção judicial em instrução.
O acontecimento reabre o debate sobre a violência política e a segurança dos intervenientes da oposição no país. Segundo declarações da direcção da ANAMOLA, o partido contabiliza a morte de dezenas de membros desde a sua fundação, embora estes números constituam alegações da própria organização que carecem de validação oficial independente.
Outras formações partidárias, incluindo a RENAMO, pronunciaram-se publicamente sobre o sucedido, condenando o rapto e posterior assassinato do cidadão, ao mesmo tempo que apelaram ao rigor e transparência nas averiguações promovidas pelas autoridades policiais e judiciais.
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