AMVIRO defende análise técnica do troço da EN1 em Quissico após acidentes graves
O presidente da Associação Moçambicana para as Vítimas de Acidentes de Viação (AMVIRO), Alexandre Nhampossa, defendeu a necessidade urgente de se analisar o traçado e a configuração da Estrada Nacional Número Um (EN1) na zona de Quissico, província de Inhambane, em função da elevada recorrência de acidentes graves naquele troço.
De acordo com dados da organização, desde Janeiro de 2024 foram registados pelo menos quatro acidentes de grande gravidade no perímetro de Quissico, resultando em cerca de 82 vítimas, entre as quais 32 mortos. Entre os episódios citados, destaca-se um sinistro ocorrido em Agosto de 2025, que provocou quatro óbitos e 13 feridos.
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Para a direcção da associação, a repetição de sinistros num raio reduzido exige que as autoridades analisem não apenas o factor humano e o estado mecânico dos veículos, mas também as características geográficas e técnicas da via. Nhampossa chamou atenção para a perigosidade das curvas no sentido Maputo–Norte, o declive na zona de Helena e a proximidade da estrada em relação ao hospital local.
O responsável relembrou ainda a sua experiência na comissão de inquérito ao acidente de Maluana, em 2021, ressaltando que, na ocasião, falhas de infra-estrutura foram devidamente identificadas. Como medida preventiva de longo prazo, defendeu a criação de variantes rodoviárias em vilas de tráfego intenso, como a Manhiça, de modo a desviar o trânsito pesado do interior dos aglomerados populacionais.
A posição surge no momento em que foi anunciada uma equipa multissectorial para investigar as causas da sinistralidade no local, alinhando-se com as directrizes internacionais de segurança rodoviária da Organização das Nações Unidas.
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