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Política

Daniel Chapo Defende Criação de Tribunais Especializados para Combater Criminalidade Organizada

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, propôs a criação de varas e tribunais especializados para o julgamento de crimes complexos e reiterou a política de tolerância zero contra a corrupção.
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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu a criação de tribunais ou secções de competência especializada dedicados exclusivamente ao julgamento de casos de criminalidade complexa e organizada. Segundo o Chefe do Estado, o combate a estas infrações exige conhecimentos técnicos aprofundados e uma estrutura judiciária capaz de acompanhar a evolução das redes criminosas.

A proposta foi tornada pública nesta quinta-feira (5), em Maputo, no âmbito da celebração do 45.º aniversário do Dia da Legalidade, efeméride que este ano se assinala sob o lema “Servir o Povo com Justiça, Integridade e Responsabilidade”.

Reformas no sistema judiciário e combate a crimes complexos

No seu pronunciamento, Daniel Chapo sublinhou a pertinência de utilizar a plataforma do Diálogo Nacional Inclusivo para debater reformas estruturais no sistema de administração da justiça. O estadista destacou que o domínio de matérias de elevada complexidade exige a dotação de mecanismos adequados e especializados nas instâncias judiciais.

Entre as ameaças que requerem uma intervenção planeada, coordenada e firme, o Presidente indicou a corrupção, o tráfico de drogas, o tráfico de órgãos e de seres humanos, o terrorismo, o branqueamento de capitais, a mineração ilegal, a imigração clandestina e a falsificação de documentos.

Tolerância zero à corrupção e fim dos entraves burocráticos

Reafirmando o princípio de “tolerância zero” no combate à corrupção, Chapo apelou aos servidores públicos para que adotem uma conduta exemplar, alicerçada na integridade, responsabilidade, moralidade e estrito cumprimento da lei.

O Chefe do Estado demonstrou também preocupação com a morosidade processual e a burocracia excessiva nos procedimentos judiciais, apontando que tais práticas são por vezes instrumentalizadas de forma deliberada para a obtenção de vantagens ilícitas, afetando a credibilidade das instituições públicas.

De acordo com o Presidente, a legalidade apenas cumpre a sua função social quando assegura a plena igualdade de todos os cidadãos perante a lei, garantindo o acesso à defesa dos direitos fundamentais sem discriminação por motivos de raça, sexo, origem étnica, religião, posição social ou opção política.

Por fim, Daniel Chapo ressaltou que o investimento contínuo no setor da justiça constitui um pilar indispensável para a consolidação da paz, da estabilidade social e económica, e para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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