O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) assinalou este domingo, na Cidade de Maputo, o Dia da Juventude Africana, através de uma extensa jornada ambiental e do lançamento das campanhas “Mbora Cuidar do Ambiente” e “Mais Desporto, Zero Drogas”. As iniciativas assinalaram igualmente o 20.º aniversário da Carta Africana da Juventude, decorrendo sob o lema “AYC @20: Reflectir, Reimaginar e Reposicionar a Carta Africana da Juventude”.
A programação arrancou logo pela manhã com uma jornada de limpeza de praia, acção que antecedeu a apresentação oficial da campanha “Mbora Cuidar do Ambiente”, concebida para incentivar o envolvimento directo das camadas jovens na protecção do ecossistema e na construção de comunidades sustentáveis.
Homenagem solene e acções de prevenção
O momento central das celebrações teve lugar na Praça da Juventude, onde decorreu a cerimónia solene de deposição de uma coroa de flores em homenagem à juventude africana e ao seu contributo no desenvolvimento do continente.
Na sequência do programa, as actividades prosseguiram na Escola Secundária de Laulane. No local, o CNJ procedeu ao lançamento da campanha “Mais Desporto, Zero Drogas”, associando partidas de futsal feminino e masculino à consciencialização contra o consumo de substâncias nocivas entre os adolescentes e jovens.
Emprego e habitação no centro das prioridades
Durante as actividades, o presidente do CNJ, Kino Caetano, sublinhou que a iniciativa pretende responder a parte das adversidades vivenciadas pela camada juvenil, embora reconheça a complexidade do cenário actual. “Não são todos os desafios da juventude africana, são inúmeros os desafios da juventude”, afirmou.
Entre os problemas prementes, o dirigente destacou o desemprego e a empregabilidade como matérias prioritárias e permanentes, impulsionadas pelo crescimento demográfico. “Temos que, enquanto juventude, enquanto Estado moçambicano, encontrar alternativas ao emprego que têm a ver com o empreendedorismo, o autoemprego”, defendeu Kino Caetano.
No domínio habitacional, o líder do CNJ defendeu a disponibilização de mais espaços com terra infraestruturada, permitindo aos jovens construir a sua própria habitação. Caetano apontou ainda a necessidade de reduzir os custos dos materiais de construção e de reforçar o financiamento a projectos de empreendedorismo juvenil. A saúde sexual e reprodutiva e o combate às uniões prematuras foram também reafirmados como eixos de advocacia contínua da organização junto das instâncias governamentais.