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Economia

Mercado de Capitais de Angola Reforça Mecanismos Contra Ilícitos Financeiros e Alinha-se ao GAFI

A Comissão do Mercado de Capitais realizou um workshop técnico em Angola focado na implementação de sanções financeiras direccionadas, visando proteger a integridade do sistema financeiro e cumprir os compromissos assumidos perante o GAFI.
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A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) de Angola promoveu, no passado dia 30 de Outubro, um workshop técnico dedicado aos “Procedimentos e Mecanismos de Implementação de Sanções Financeiras Direccionadas”. A acção teve como foco aprofundar os quadros regulatórios e operacionais necessários para prevenir e travar a ocorrência de crimes económicos no sistema financeiro nacional.

O encontro inseriu-se na estratégia de consolidação da resposta contra o branqueamento de capitais, o financiamento do terrorismo e o financiamento da proliferação de armas de destruição em massa. O quadro regulatório em foco exige uma coordenação estreita entre os órgãos públicos de supervisão e os operadores privados que dinamizam o mercado.

Aplicação de Restrições e Bloqueio de Activos

Durante os trabalhos, os participantes analisaram os desafios práticos, os impactos e as vantagens associadas à aplicação das sanções financeiras direccionadas. O mecanismo funciona como uma barreira preventiva fundamental para impedir que indivíduos, organizações ou entidades formalmente designadas obtenham fundos ou movam activos através de canais institucionais para alimentar actividades ilícitas.

A adopção rigorosa destes instrumentos visa mitigar vulnerabilidades e assegurar que as entidades financeiras tenham capacidade técnica para detectar transacções suspeitas de forma antecipada.

Conformidade com os Padrões do GAFI

O debate surge numa fase determinante em que Angola trabalha de forma contínua para elevar a eficiência dos seus mecanismos preventivos, correspondendo aos padrões e compromissos internacionais estabelecidos perante o Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).

A conformidade com as recomendações internacionais é vista como um passo indispensável para consolidar a confiança dos investidores, proteger a estabilidade do mercado de capitais e blindar as instituições locais. Através desta iniciativa, a CMC visou robustecer a competência técnica dos intervenientes, promovendo uma actuação focada na transparência, rigor de auditoria e cumprimento integral das normas vigentes.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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