O sentimento empresarial no sector transformador da África do Sul registou uma evolução positiva no mês de Outubro, marcando o segundo mês consecutivo de recuperação. No entanto, os ganhos mantêm-se marginais, condicionados pela fraca procura interna e por persistentes constrangimentos na cadeia logística.
De acordo com os dados do Índice de Gestores de Compras (PMI), patrocinado pelo banco Absa e divulgados esta segunda-feira, 2 de Novembro, o indicador ajustado sazonalmente fixou-se nos 49,6 pontos em Outubro, superando os 48,7 pontos revistos em Setembro. A marca dos 50 pontos é o limiar de referência que separa a contração da expansão da atividade económica.
Subíndices Revelam Pressão Contínua na Procura
Apesar de todas as cinco componentes do índice terem registado melhorias ao longo do mês, a instituição financeira alertou que o processo de recuperação industrial continua a apresentar extrema fragilidade.
O subíndice que mede a actividade empresarial subiu para 48,6 pontos, enquanto o indicador de novas encomendas avançou para 46,8 pontos. Ambos os dados continuam a situar-se abaixo do nível neutro de 50 pontos, confirmando que tanto a produção como os níveis de procura enfrentam desafios substanciais no mercado.
Incerteza Política e Logística Reduzem Optimismo
No que diz respeito às perspectivas a médio prazo, o índice que monitoriza as expectativas para as condições de negócio nos próximos seis meses caiu para 51,7 pontos em Outubro, em comparação com os 55,3 pontos registados em Setembro. Esta redução no optimismo foi associada a estrangulamentos logísticos e ao clima de incerteza política na véspera das eleições autárquicas agendadas para 4 de Novembro.
Uma retoma consistente e duradoura da produção e da procura, combinada com a redução da pressão sobre os custos operacionais, será determinante para permitir que o sector produtivo sul-africano regresse de forma sustentada à zona de crescimento.