Antiga administradora de Xai-Xai vai a julgamento por desvio de donativos
O Tribunal Judicial da Província de Gaza decidiu levar a julgamento quatro arguidos acusados de envolvimento no desvio de apoio humanitário destinado às vítimas das cheias no distrito de Xai-Xai. Entre os pronunciados figura a antiga administradora distrital, Argilência Chissano.
O processo-crime, instaurado há mais de seis meses na sequência das primeiras detenções relativas à gestão da ajuda de emergência, envolve também o chefe do Posto Administrativo de Inhamissa, Jenete Teasse Novela, o director do Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas, Adolfo Maciel, e o fiel de armazém, Dionísio Maciel.
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De acordo com informações avançadas pela imprensa local, o despacho fixado pelo juiz de instrução criminal, Justino Bungane, confirma a existência de indícios suficientes da prática do crime de desvio de bens. Contudo, a acusação respeitante ao crime de associação criminosa foi descartada por falta de provas de actuação concertada.
No mesmo despacho, foi proferida a não pronúncia da directora do Gabinete da antiga Governadora de Gaza, Dora Artur, e ordenado o arquivamento das investigações quanto a outros quatro cidadãos, designadamente Claudina Guaimbê, Samora Catumbi, Imildo Simbinel e Inácio Sitoe, dada a ausência de evidências de participação consciente nos factos.
Os quatro cidadãos submetidos a julgamento aguardarão os trâmites do processo em liberdade provisória, mediante o pagamento de cauções fixadas entre 50 mil e 75 mil meticais. A gestão dos donativos continua sob atento escrutínio das autoridades judiciais da província.
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