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Venâncio Mondlane denuncia assassinato de 56 membros do ANAMOLA e aponta perseguição política

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Política
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O presidente do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, denunciou esta sexta-feira uma forte onda de perseguição contra a sua agremiação política. Segundo o líder, o país regista um cenário preocupante de insegurança direcionada aos seus colaboradores.

O dirigente confirmou a morte de 56 quadros do partido no período de quase um ano. Além disso, Mondlane afirmou que os episódios incluem assassinatos macabros e destruição sistemática de património residencial.

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As declarações ocorreram em Quelimane, onde o político desembarcou para assinalar o primeiro aniversário da formação. Ao todo, a organização contabiliza 450 casos de violência extrema em todo o território nacional.

Relatos de assassinatos e destruição nas províncias

O líder político detalhou situações graves ocorridas em vários pontos do país. No posto administrativo de Furancungo, no distrito de Macanga, em Tete, oito membros do partido perderam a vida e acabaram colocados numa vala comum.

Por outro lado, na província de Inhambane, um colaborador sofreu agressões físicas severas acompanhadas de mutilação genital. Os atos de vandalismo também afetaram a província da Zambézia, com o incêndio de cerca de 200 habitações de simpatizantes.

Paralelamente, Mondlane criticou a atuação das autoridades em relação a detenções sem fundamento legal. O presidente da formação garantiu que os seus membros enfrentam prisões arbitrárias de forma semanal.

Forte dispositivo policial e campanha internacional

A chegada do dirigente ao Aeroporto de Quelimane contou com um ostensivo dispositivo de segurança. Por essa razão, a polícia condicionou temporariamente a circulação no local durante a manhã de sexta-feira.

Para alertar a comunidade internacional sobre a violência política, o partido lançou uma iniciativa de sensibilização global. A campanha designada ‘Quem Mandou Matar Anselmo?’ homenageia figuras assassinadas como Anselmo, Elvino Dias e Arlindo Chissale.

Além dos militantes mortos, a liderança recordou sobreviventes de atentados, como João Amaral e Xadreque Francisco, que continuam a prestar serviço na Zambézia. As celebrações do aniversário do partido decorrem este sábado com a presença de membros e simpatizantes.

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