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Uganda Declara Fim Oficial da Epidemia de Ébola no Seu Território

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Fim da epidemia anunciado pelas autoridades

O Governo do Uganda declarou formalmente o fim da epidemia de ébola no seu território nacional. Esta decisão surge após o cumprimento do período de monitorização de 42 dias sem registo de novos casos por transmissão local.

As autoridades de saúde contabilizaram este prazo a partir da alta hospitalar do último cidadão infetado localmente, ocorrida a 16 de Junho. Consequentemente, o país preencheu todos os requisitos estabelecidos pelas normas internacionais de saúde pública.

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Embora um doente oriundo da República Democrática do Congo tenha recebido alta em Kampala a 16 de Julho, os peritos consideraram a cadeia interna totalmente interrompida. Assim, a monitorização rigorosa permitiu fechar as cadeias de transmissão conhecidas.

Balanço dos casos e origem da infeção

Durante o surto, o Uganda confirmou um total de 20 casos da doença. Deste número, 15 infeções foram importadas do país vizinho, resultando em duas mortes em solo ugandês.

A origem do vírus esteve associada à vaga declarada a 15 de Maio no leste congolês. Naquele país, o surto provocou mais de 1400 vítimas mortais e ultrapassou os três mil casos confirmados.

Adicionalmente, todos os contactos mapeados pelas equipas sanitárias cumpriram a quarentena obrigatória de 21 dias. Portanto, a rastreabilidade epidemiológica garantiu o controlo eficaz da propagação do vírus.

Características do vírus e risco regional

A infeção identificada pertence à estirpe Bundibugyo. Esta variante apresenta uma taxa de mortalidade entre 30% e 50%, não existindo ainda vacina ou tratamento específico aprovado.

A Organização Mundial de Saúde classifica o risco de propagação desta estirpe como elevado na África Subsariana. Contudo, o organismo considera o risco baixo a nível global.

Por fim, a transmissão do vírus ocorre através do contacto direto com fluidos corporais de infetados. O vírus causa febre hemorrágica grave, acompanhada de vómitos, diarreia e hemorragias internas.

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