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Turismo de natureza movimenta 168 mil milhões de dólares anualmente em África

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Economia
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O turismo de natureza gera anualmente cerca de 168 mil milhões de dólares no continente africano. A preservação da vida selvagem representa a principal atracção deste sector estratégico. Consequentemente, a actividade contribui com aproximadamente 8,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) global de África.

Impacto económico e biodiversidade

Pelo menos um terço dos visitantes da África Subsaariana escolhe o destino devido à riqueza da biodiversidade local. A elevada procura por reservas e parques reforça o orçamento dos países receptores. Deste modo, a fauna selvagem consolida-se como um pilar fundamental para o desenvolvimento económico regional.

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Além do sector turístico, os ecossistemas desempenham um papel vital no tecido produtivo. Mais de 60% do PIB africano depende directamente dos recursos da natureza. Florestas, zonas costeiras, pastagens e pântanos garantem a subsistência de diversas indústrias e comunidades locais.

Sustento populacional e desafios de conservação

Paralelamente, dois terços da população que habita a sul do Sara utilizam recursos naturais para obter alimentação e renda diária. Por essa razão, a protecção do meio ambiente é crucial para garantir a sobrevivência de milhões de cidadãos. Investir em ecossistemas saudáveis protege directos meios de vida.

Com o objectivo de angariar fundos para travar a perda de espécies, organizações do sector promovem campanhas globais. Entre as iniciativas, destaca-se a valorização dos guardas-florestais que actuam na protecção de reservas terrestres e marinhas.

Investimento nos agentes de protecção ambiental

No âmbito do Dia Mundial dos Guardas-Florestais, assinalado a 31 de Julho, realizam-se acções para angariar recursos financeiros. O programa “Desafio de Guardas-Parque da Vida Selvagem” já arrecadou mais de 25 milhões de dólares desde a sua criação em 2020.

Os fundos financiam a compra de equipamentos modernos, disponibilizam novas tecnologias e garantem formação aos agentes de fiscalização. A sétima edição do projecto reúne mais de 150 equipas de fiscais oriundas de mais de 20 países africanos. O evento termina em Setembro com uma corrida de 21 quilómetros envolvendo dois mil profissionais.

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