Quinta-feira, 30 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
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Moçambique precisa de acelerar a transformação de recursos minerais e apostar no agronegócio

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Economia
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Moçambique continua a exportar recursos minerais sem o devido processamento local. A constatação foi apresentada pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante um fórum económico em Maputo.

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O governante destacou que o carvão, a grafite e as areias pesadas saem do país com reduzido nível de transformação. Por conseguinte, o executivo defende o aproveitamento urgente do sector extractivo e do agro-processamento.

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Motores da industrialização nacional

Salim Valá apontou a indústria extractiva e o agronegócio como os dois pilares estratégicos para a industrialização. Segundo o ministro, estes sectores dispõem de um potencial valioso ainda insuficientemente explorado.

Além disso, o governante exemplificou oportunidades concretas nas áreas têxtil, alimentar, de bebidas e da madeira. No caso da madeira, o ministro citou a experiência internacional como um modelo viável para replicar no país.

O papel central dos pequenos produtores

Os pequenos produtores representam a principal base da economia nacional. Atualmente, mais de 80% da população rural dedica-se à agricultura ou a actividades conexas.

No entanto, o sector enfrenta desafios estruturais graves. O país conta com mais de 5,1 milhões de famílias camponesas que cultivam parcelas de apenas um hectare ou menos.

Consequentemente, estas explorações registam baixa produtividade, rendimentos reduzidos e fraca ligação aos mercados consumidores.

Desafios sociais e diversificação económica

Os dados oficiais indicam que 66% da população reside no meio rural. Adicionalmente, a taxa de desemprego fixou-se nos 18,4% nos últimos anos.

O governante reconheceu que os resultados do desenvolvimento ficam aquém das aspirações da população. Além disso, as desigualdades sociais continuam a agravar-se nos centros urbanos.

Por essa razão, a diversificação económica surge como uma prioridade nacional urgente. O evento abriu também espaço para fortalecer a cooperação internacional nos sectores do turismo, construção e infra-estruturas.

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