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Estudo sugere que extraterrestres ainda não contactaram a Terra por falta de detecção de sinais

PUBLICADO A 04 DE SET, 2026 | POR CHIPINDO
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Uma nova hipótese científica apresentada num estudo recente procura explicar a ausência de evidências sobre contactos ou visitas de civilizações extraterrestres à Terra. De acordo com a investigação, a razão principal pode residir no facto de os sinais tecnológicos produzidos pela humanidade ainda não terem chegado ao conhecimento de outras sociedades inteligentes no cosmos.

A proposta aborda o denominado Paradoxo de Fermi, o impasse teórico que questiona o motivo pelo qual, diante da vastidão e da idade do Universo, ainda não foram registadas provas concretas da existência de seres inteligentes fora do planeta Terra.

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Elaborado por Amri Wandel, astrofísico da Universidade Hebraica de Jerusalém, o trabalho publicado na plataforma científica arXiv sugere que civilizações com tecnologia avançada procurariam no espaço indícios específicos de actividade tecnológica, em vez de simples formas de vida biológica. Contudo, a detecção desses sinais a longas distâncias apresenta elevadas complexidades técnicas.

As primeiras emissões de rádio capazes de ser interceptadas a partir do espaço começaram a ser produzidas na Terra na década de 1930. Até ao momento, estas ondas expandiram-se por um raio que abrange aproximadamente 15 mil estrelas e os respectivos sistemas planetários. Este número representa apenas uma fracção mínima da Via Láctea, galáxia que acolhe cerca de 400 mil milhões de estrelas.

O modelo teórico sustenta que, se o número de civilizações inteligentes for reduzido, a probabilidade de os sinais terrestres terem atingido algum destino habitado permanece extremamente baixa. Estima-se que seria necessária a existência de mais de 100 milhões de planetas tecnologicamente desenvolvidos na galáxia para aumentar as hipóteses de recepção.

O estudo conclui que a ausência de contacto actual não confirma a inexistência de vida inteligente no Universo, prevendo-se que, à medida que a emissão de comunicações terrestres continua a propagar-se pelo espaço, aumentem as possibilidades de futura detecção por outras civilizações.

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