Economia

SMM regista prejuízo de 74,6 milhões de meticais após queda nas vendas em 2025

PUBLICADO A 21 DE AGO, 2026 | POR CHIPINDO
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A Sociedade Moçambicana de Medicamentos (SMM), empresa detida a 100% pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), fechou o exercício económico de 2025 com um prejuízo consolidado de 74,6 milhões de meticais. O resultado representa uma inversão acentuada em relação ao ano de 2024, período no qual a entidade havia registado um lucro de 639,9 milhões de meticais.

De acordo com o relatório e contas referente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2025, o desempenho financeiro foi impactado sobretudo pela redução das vendas. As receitas provenientes da venda de bens e serviços recuaram 35,5%, passando de 340,7 milhões de meticais em 2024 para 219,8 milhões de meticais em 2025, o que corresponde a uma perda de 120,9 milhões de meticais na facturação.

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Paralelamente à redução de receitas, a empresa continuou a suportar custos operacionais expressivos. Os gastos com pessoal subiram de 33,6 milhões para 35,5 milhões de meticais, enquanto os fornecimentos e serviços de terceiros ascenderam a 44,2 milhões de meticais. As amortizações registaram um aumento substancial, subindo de 41,7 milhões para 89,2 milhões de meticais, aprofundando o resultado operacional consolidado para 65,8 milhões de meticais negativos.

A diferença acentuada no comparativo com o exercício anterior justifica-se também pela ausência de ganhos extraordinários. Em 2024, as contas haviam sido beneficiadas por um valor extraordinário de 667,4 milhões de meticais, resultante da valorização da participação financeira da SMM na Indústria Farmacêutica de Moçambique, Lda. Sem essa operação não recorrente em 2025, a empresa ficou mais dependente do desempenho directo da sua actividade operacional.

O documento alerta ainda para a exposição crescente aos riscos de crédito e liquidez, com as vendas a crédito a aumentarem o montante exposto ao risco de não cobrança para 157,6 milhões de meticais. Apesar do cenário desafiador e dos compromissos financeiros assumidos, os auditores independentes e a administração confirmaram a manutenção do princípio da continuidade das operações desta entidade considerada estratégica para o sector farmacêutico nacional.

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