Sociedade

Moçambique mobiliza seguro soberano e apoia mais de 810 mil afectados por desastres

PUBLICADO A 08 DE SET, 2026 | POR CHIPINDO
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O Governo moçambicano prestou assistência humanitária a mais de 810 mil pessoas afectadas por secas, ciclones e inundações durante o primeiro semestre deste ano. O apoio incluiu assistência alimentar a 20 664 famílias através da activação do seguro soberano contra a seca.

De acordo com dados governamentais citados pela imprensa, das 810 026 pessoas socorridas devido a eventos climáticos extremos, 780 319 foram vítimas de inundações, 20 667 enfrentaram a seca e 9 040 foram atingidas pela passagem de ciclones. As intervenções integraram a distribuição de bens alimentares, disponibilização de abrigos temporários, fornecimento de água potável, cuidados de saúde e apoio à restauração dos meios de subsistência das populações.

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No âmbito da protecção financeira contra desastres naturais, o seguro soberano disponibilizou 1,8 milhões de dólares no período em análise. Este montante garantiu apoio alimentar directo a famílias distribuídas por 19 distritos localizados nas províncias de Gaza, Inhambane, Manica, Sofala e Zambézia, registando uma média de cerca de 1 088 famílias beneficiadas por distrito.

Em paralelo com a resposta aos choques climáticos, o Executivo e os parceiros de cooperação mantiveram a assistência a 762 510 deslocados internos, maioritariamente afectados pelas acções de grupos insurgentes no Norte do País. Do total de deslocados assistidos, cerca de 720 160 encontravam-se na província de Cabo Delgado e 42 350 na província de Nampula, onde receberam apoio alimentar, abrigo, serviços sociais básicos e acesso a iniciativas de reintegração socioeconómica.

Estes impactos reflectiram-se também no cenário macroeconómico, levando o Governo a rever em baixa a previsão de crescimento económico para 2026, de 2,8% para 0,59%. Para fazer face aos estragos, foi aprovado o Plano Global de Recuperação e Reconstrução pós-cheias, orçado em 102 mil milhões de meticais, focado na assistência imediata, reposição de serviços essenciais, reconstrução de infra-estruturas resilientes e redução de riscos.

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