Governo, ONU e sector privado debatem reforço da resiliência humanitária em Moçambique
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), agências das Nações Unidas e líderes do sector empresarial reuniram-se num painel de discussão na FACIM 2026 para alinhar estratégias de preparação, resposta a emergências e reforço da resiliência humanitária em Moçambique.
O fórum focou-se nas capacidades operacionais e soluções práticas do sector privado para mitigar os impactos de eventos climáticos extremos, com especial atenção às previsões associadas ao fenómeno El Niño para 2026 e 2027 e à aproximação da época ciclónica. No início do ano, as inundações afectaram mais de 700 mil pessoas no país, provocando estragos em infra-estruturas sociais, vias de acesso e áreas agrícolas.
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Durante os debates, salientou-se o papel das empresas para além da vertente financeira, destacando o uso das suas redes de transporte, tecnologias, logística e sistemas de abastecimento para apoiar as operações de emergência. A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e os representantes do Porto de Maputo abordaram a importância da continuidade dos negócios e da criação de mecanismos de priorização na movimentação de bens humanitários durante crises.
As agências internacionais, designadamente o UNICEF, o Programa Mundial para a Alimentação (PMA) e a FAO, reafirmaram a disposição de servir como parceiros estratégicos para conectar a capacidade empresarial com os planos nacionais de gestão de desastres. O seminário encerrou com a recomendação de transitar de apoios pontuais pós-desastre para acordos prévios e sustentáveis entre o sector público e privado.
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