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Tribunal sul-africano suspende processo de destituição de Cyril Ramaphosa

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O Tribunal Superior do Cabo Ocidental travou temporariamente o processo de destituição do Presidente da África do Sul. A decisão judicial garante uma importante vitória política para Cyril Ramaphosa no âmbito da controvérsia parlamentar.

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O juiz André Le Grange concedeu uma providência cautelar que paralisa as audiências públicas da comissão parlamentar. Consequentemente, a Assembleia Nacional não pode dar seguimento às sessões de destituição enquanto decorrem outros recursos legais.

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Origem das acusações e defesa

O processo está relacionado com o polémico caso Farmgate. A investigação começou após o roubo de 580 mil dólares norte-americanos, que estavam escondidos num sofá da sua propriedade privada em 2020.

Um painel independente apontou indícios de infracção por parte do chefe de Estado. No entanto, Ramaphosa nega categoricamente qualquer ilegalidade e garante que o montante resultou da venda de búfalos.

Reacções políticas e cenário parlamentar

A sentença gerou reacções opostas entre as principais forças do país. Por um lado, o partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC), congratulou-se com a decisão e defendeu o respeito pelas garantias constitucionais.

Por outro lado, a oposição, através do MK Party, criticou duramente a medida. A formação política alega que a decisão judicial apenas adia a necessária prestação de contas.

Ainda assim, analistas políticos prevêem que o governante mantenha o seu mandato. O apoio maioritário do seu partido e da coligação governamental na Assembleia Nacional inviabiliza qualquer votação para a sua remoção.

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