Projectos de gás em Moçambique devem priorizar benefício às comunidades locais, defende IMD
O Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) defende que os projectos de exploração de gás natural em Moçambique precisam de beneficiar, em primeiro lugar, as comunidades locais para impulsionar o seu desenvolvimento social e económico.
Durante um debate com parceiros estratégicos centrado em mudanças estruturais, o director executivo do IMD, Hermenegildo Mundlovo, explicou que a ausência de benefícios directos na vida dos cidadãos tem estado na origem de conflitos e críticas constantes. Segundo o responsável, as populações valorizam a criação de emprego para as suas famílias e a geração de negócios locais, em vez de grandes indicadores macroeconómicos, como o volume de investimentos ou de exportações.
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A urgência de reformas também foi sublinhada pela Comissão Nacional de Direitos Humanos, que advertiu para o risco do surgimento de novos focos de tensão e ameaças à segurança nacional caso as devidas transformações não sejam concretizadas.
Estas posições surgem numa altura em que o país aguarda, até ao final do presente ano, pela aprovação da Decisão Final de Investimento do Projecto Coral Norte, um empreendimento de grande dimensão avaliado em mais de 7,2 mil milhões de dólares norte-americanos no sector dos recursos naturais.
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