Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Docente Expulso Descobre que Outra Pessoa Recebia o seu Salário no Estado

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Um professor de 30 anos de idade tenta regressar à função pública após uma expulsão ocorrida em 2018. O docente leccionava no distrito de Eráti, na província de Nampula. O Estado afastou o profissional sob a acusação de abandono do posto de trabalho.

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Apesar do desligamento formal, o nome do docente permaneceu activo no sistema estatal. Por conseguinte, o salário continuou a ser pago normalmente até ao ano de 2024.

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O profissional descobriu que uma terceira pessoa recebia os valores pecuniários. Além disso, o indivíduo desconhecido realizava a prova de vida no lugar do verdadeiro titular.

Esta irregularidade grave prolongou-se durante cerca de seis anos. O docente indignado decidiu, portanto, intensificar as acções judiciais para exigir a sua reintegração imediata.

Demora nas Respostas Judiciais

Em Março do corrente ano, o lesado submeteu um requerimento ao Tribunal Administrativo na cidade da Beira, em Sofala. No entanto, a instituição recusou o seguimento do documento.

O tribunal alegou a existência de uma acção anterior pendente desde Janeiro de 2024. Adicionalmente, os magistrados justificaram o atraso com alegadas dificuldades logísticas para localizar o distrito onde os factos ocorreram.

Mesmo diante de repetidos obstáculos burocráticos, o professor garante que vai prosseguir com a causa legal. O objectivo central consiste em repor a verdade e responsabilizar os culpados.

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