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Primeira-Dama defende investimento nas mulheres para assegurar futuro sustentável em África

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Sociedade
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A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Selemane Chapo, defendeu em Luanda a necessidade urgente de investir no empoderamento feminino. O objectivo principal reside no reforço da capacidade de resposta das mulheres e raparigas perante as alterações climáticas e conflitos em África.

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A declaração ocorreu durante o lançamento da campanha continental “Reforçar Resiliência para Mulheres e Raparigas: Clima, Conflitos e Futuros Sustentáveis”. O evento enquadra-se na Gala de Angariação de Fundos da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento.

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Na sua intervenção, Gueta Chapo classificou a iniciativa como um pacto moral significativo para o futuro do continente. Além disso, a esposa do Chefe de Estado sublinhou que a população feminina continua a sofrer os impactos mais graves das crises humanitárias e da pobreza.

Contudo, a Primeira-Dama rejeitou a visão de que as mulheres constituem apenas vítimas das adversidades. Pelo contrário, destacou que as cidadãs desempenham funções cruciais na produção agrícola, na gestão comunitária e no empreendedorismo africano.

Portanto, a nova campanha defende a inclusão total das mulheres no centro das decisões estratégicas. Esta visão abrange sectores vitais como a economia, a manutenção da paz e a transição ecológica continental.

Desafios nacionais e o programa ProMulher

Ao abordar a realidade moçambicana, a dirigente lembrou os episódios severos de ciclones, secas e os impactos do terrorismo em Cabo Delgado e Nampula. Diante de tais cenários, as moçambicanas demonstram diariamente uma enorme capacidade de resistência.

No âmbito de respostas concretas, Gueta Chapo salientou a importância de iniciativas voltadas para a inclusão financeira. Desta forma, destacou o programa ProMulher, criado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, no dia 7 de Abril.

Este projecto financia especificamente negócios geridos pela população feminina, garantindo o acesso directo a recursos económicos. Consequentemente, assegura-se uma verdadeira autonomia e igualdade de oportunidades no tecido empresarial.

Por fim, a Primeira-Dama apelou para que a campanha se traduza em acções práticas e investimentos arrojados. O progresso de África dependerá da capacidade de valorizar o seu recurso mais estratégico: a mulher.

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