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Paralisação da Mozal Gera Custos de 104 Milhões de Euros à South32

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Economia
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A mineradora australiana South32 acumula custos extraordinários de 104 milhões de euros devido à paralisação da Mozal. A unidade representa a maior infra-estrutura industrial instalada em Moçambique.

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Durante o ano fiscal encerrado em Junho, a produção da fábrica caiu 30%. Consequentemente, o volume total de vendas registou uma queda de 22% no mesmo período.

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O encargo financeiro inclui 28 milhões de euros destinados a indemnizações de trabalhadores. Além disso, a empresa contabiliza 76 milhões de euros em perdas de matérias-primas e inventários.

A fundição de alumínio Mozal entrou oficialmente em regime de manutenção no mês de Março. Antes da paragem, o empreendimento garantia mais de quatro mil postos de trabalho directos e indirectos.

Queda Acentuada na Produção e Vendas

A fábrica produziu apenas 248 mil toneladas de alumínio até Março. O valor representa um recuo significativo face ao período anterior.

Da mesma forma, as vendas baixaram de 351 mil para 275 mil toneladas. Entre Abril e Junho, a fábrica não produziu qualquer volume de metal.

A administração limitou-se a escoar cerca de 46 mil toneladas do material armazenado. O ciclo produtivo permaneceu completamente interrompido durante esse trimestre.

Impasse no Preço da Energia Eléctrica

O encerramento das actividades resultou do fracasso nas negociações tarifárias. A empresa considerou inviável a proposta de preço para o fornecimento eléctrico.

A energia representa aproximadamente um terço dos custos operacionais da infra-estrutura. A unidade necessita de 950 megawatts para manter o seu funcionamento contínuo.

A energia provinha da Hidroeléctrica de Cahora Bassa através da rede da Eskom. O contrato de fornecimento expirou definitivamente no mês de Março.

Entretanto, a severa seca na albufeira de Cahora Bassa agravou a crise no abastecimento. A escassez energética inviabilizou qualquer acordo imediato entre as partes.

A proposta formal apresentada exigia cerca de 100 dólares por megawatt-hora. Contudo, a gerência estipulava o limite máximo viável em 51 dólares.

Futuro Incerto e Reestruturação de Activos

A multinacional vendeu recentemente vários activos globais de alumínio à Alcoa Corporation. Todavia, a fábrica moçambicana ficou excluída desse negócio de 4,8 mil milhões de euros.

A empresa mantém o controlo da fábrica e estuda novas alternativas estratégicas. Paralelamente, accionistas minoritários procuram soluções para retomar a produção industrial.

A Industrial Development Corporation contratou consultores para avaliar a aquisição da posição maioritária. O objectivo central passa por garantir uma fonte sustentável de energia.

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