Economia

Associação de Revendedores questiona entrada de operadores internacionais de combustíveis

PUBLICADO A 14 DE SET, 2026 | POR CHIPINDO
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O mercado moçambicano de combustíveis continua a enfrentar desafios estruturais no abastecimento interno, contexto em que a Associação de Revendedores de Combustíveis manifestou preocupação face à crescente atracção de empresas internacionais pelo sector nacional.

Durante um fórum económico organizado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), em Maputo, o presidente da associação sectorial, Luís Pereira, questionou os reais motivos do interesse estrangeiro num mercado que ainda demonstra incapacidade para assegurar o pleno fornecimento nacional, segundo reportou a imprensa local.

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De acordo com a análise apresentada, a localização logística estratégica de Moçambique e o elevado trânsito de carga através dos portos nacionais atraem os operadores. Contudo, o país falha em rentabilizar financeiramente estas operações, uma vez que uma parcela expressiva dos serviços bancários e de seguros associados é processada fora do território nacional, beneficiando mercados vizinhos.

Perante a reduzida retenção de divisas no mercado interno, a agremiação sectorial defende uma intervenção coordenada do Governo e do Banco de Moçambique. A proposta visa a revisão das políticas de conversão cambial, de modo a assegurar que os fluxos dos corredores logísticos gerem receitas reais para a economia nacional e fortaleçam o sector dos combustíveis.

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