Sábado, 01 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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ONU pede 36,6 milhões de euros para mitigar impactos do El Niño em Moçambique

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A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou uma verba urgente de 36,6 milhões de euros. O montante visa antecipar as consequências devastadoras do fenómeno El Niño na África Austral, incluindo Moçambique.

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No total, as necessidades financeiras rondam os 47 milhões de euros. Portanto, ainda faltam angariar 36,6 milhões para socorrer 2,3 milhões de pessoas em Moçambique, Madagáscar, Maláui e Zimbabué.

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A iniciativa reúne a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Programa Alimentar Mundial (PAM). O anúncio oficial ocorreu após uma reunião de alto nível realizada em Maputo.

Intervenção precoce para garantir a produção agrícola

As agências alertam que a escassez de fundos pode expor milhares de famílias à fome severa. Por isso, os organismos defendem acções preventivas antes do início da época de sementeira.

O representante da FAO no país, José Luis Fernández, destacou a importância de agir com rapidez. Segundo o responsável, a intervenção atempada reduz custos e protege os activos produtivos dos agricultores.

Além disso, o apoio financeiro imediato permite garantir sementes adequadas e água para o gado. Desta forma, os camponeses mantêm a produção alimentar e evitam perdas irreversíveis nas colheitas.

Apoio do PAM e previsões preocupantes do INAM

A representante do PAM em Moçambique, Claire Conan, reforçou que actuar antes da catástrofe é mais eficiente. A responsável explicou que a organização apoia o Governo no desenvolvimento de sistemas de aviso prévio.

Consequentemente, este mecanismo transforma previsões meteorológicas em acções concretas no terreno. Assim, as autoridades prestam assistência humanitária antes do pico da seca e de eventuais inundações.

Entretanto, os dados oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) indicam um cenário grave para este ano. O organismo prevê seca prolongada em cerca de 36 distritos do sul e centro moçambicano.

Este fenómeno climático provoca o aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico. Por conseguinte, altera o clima mundial e ameaça directamente a segurança alimentar de milhões de famílias na região.

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