Adriano Nuvunga contesta nomeação de Waldemar de Sousa para o Banco de Moçambique
O activista dos direitos humanos Adriano Nuvunga dirigiu uma carta pública ao Presidente da República, Daniel Chapo, a contestar a recente nomeação de Waldemar Fernando de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique. Na missiva, a decisão é classificada como uma afronta à confiança pública.
A contestação fundamenta-se em informações públicas que indicam que o novo governador terá sido acusado da prática de infracções financeiras relacionadas com o mediático caso das Dívidas Ocultas. De acordo com informações do Tribunal Administrativo, o processo relativo a estas alegações continua em tramitação legal.
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Na carta, Adriano Nuvunga questiona como uma pessoa acusada de alegadas infracções cometidas durante o exercício de funções no próprio banco central pode ser nomeada para liderar a instituição antes do esclarecimento definitivo do processo. O activista ressalva que o princípio da presunção de inocência deve ser respeitado, mas argumenta que o exercício de cargos públicos de elevada responsabilidade exige elevados padrões de integridade e idoneidade.
A posição manifestada recorda também o impacto directo do escândalo das Dívidas Ocultas na vida dos cidadãos moçambicanos, que resultou na redução de recursos essenciais para hospitais, escolas e criação de emprego. Nuvunga solicita ao Chefe de Estado que reconsidere a nomeação e pede ao Tribunal Administrativo esclarecimentos sobre os motivos da demora na conclusão do processo.
Por fim, o activista enfatiza que o Banco de Moçambique deve ser dirigido por uma figura cuja reputação se mantenha acima de qualquer dúvida razoável, defendendo que a credibilidade das instituições públicas não deve ser comprometida.
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