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Moza Banco reverte prejuízos e regista lucro de 273,9 milhões de meticais no primeiro semestre

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O Moza Banco regressou aos resultados positivos no primeiro semestre do ano, ao registar um lucro líquido de 273,9 milhões de meticais. Este desempenho representa uma forte recuperação face às perdas de 149,6 milhões de meticais apuradas em Junho de 2025.

A melhoria do desempenho financeiro resultou do crescimento das principais linhas de negócio. A margem financeira da instituição cresceu 13%, atingindo 1,83 mil milhões de meticais. Por outro lado, as comissões líquidas subiram 31%, somando 294,6 milhões de meticais no mesmo período.

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Crescimento nos ativos e reforço dos depósitos

Os dados do relatório financeiro intercalar indicam um crescimento de 13,6% nos ativos totais em comparação com o final do ano anterior. O valor global do ativo situou-se assim em 72,8 mil milhões de meticais.

Além disso, os recursos de clientes mantiveram uma trajetória ascendente. Os depósitos bancários expandiram 6,1%, alcançando 56 mil milhões de meticais. Paralelamente, o passivo total subiu 14,5% para 66,7 mil milhões de meticais, impulsionado pela captação de depósitos e pelo recurso a linhas de financiamento junto do banco central e de outras instituições financeiras.

Contudo, a carteira de crédito líquida encolheu 7,1%, fixando-se em 13,7 mil milhões de meticais. Esta variação mantém a tendência de redução do crédito observada ao longo do ano passado.

Recuperação do capital próprio e contexto histórico

O regresso aos lucros fortaleceu a estrutura de capital da instituição comercial. O capital próprio do banco cresceu 5,4%, atingindo 6,1 mil milhões de meticais. Esta evolução surge após o ano de 2025, quando a instituição contabilizou prejuízos de 3,919 mil milhões de meticais devido a um plano rigoroso de limpeza de crédito e constituição de provisões para imparidades.

Atualmente, o quadro acionista do banco inclui a Kuhanha – Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos Trabalhadores do Banco de Moçambique com 66,1%, a Arise B.V. com 30,7% e a Moçambique Capitais com 3,2%.

Entretanto, este desempenho surge num período em que as autoridades reguladoras reforçaram que as medidas de intervenção aplicadas no passado visaram salvaguardar a estabilidade do sistema financeiro nacional e evitar riscos sistémicos na banca moçambicana.

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