Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Morreu o Cardeal Júlio Duarte Langa aos 98 Anos em Maputo

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A Igreja Católica em Moçambique está em luto após o falecimento do Cardeal Júlio Duarte Langa. O bispo emérito perdeu a vida na segunda-feira, aos 98 anos de idade, no Hospital Central de Maputo.

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O Administrador Apostólico da Diocese de Xai-Xai, Dom Francisco Chimoio, confirmou a notícia através de um comunicado formal. No documento, o arcebispo manifestou um profundo pesar pelo desaparecimento do prelado. Além disso, a liderança eclesial informou que divulgará os detalhes das exéquias fúnebres em breve.

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Percurso de Vida e Vocação Sacerdotal

Júlio Duarte Langa nasceu em Mangunze, no distrito de Chibuto, província de Gaza, no dia 27 de Outubro de 1927. Durante a sua juventude, frequentou os seminários de Magude e Namaacha. Posteriormente, recebeu a ordenação sacerdotal no dia 9 de Junho de 1957.

Nos primeiros anos de ministério, atuou em diversas missões da antiga Arquidiocese de Lourenço Marques. Nessa época, desempenhou um papel fundamental na tradução dos documentos do Concílio Vaticano II para línguas locais moçambicanas, aproximando a liturgia das comunidades.

Liderança na Diocese de Xai-Xai

O Papa designou-o bispo da então Diocese de João Belo a 31 de Maio de 1976. A circunscrição mudou a denominação para Diocese de Xai-Xai poucos meses depois. A sagração episcopal ocorreu a 24 de Outubro de 1976, tornando-o o primeiro bispo moçambicano daquela diocese.

Durante quase três décadas, o religioso guiou a comunidade local num dos períodos mais complexos do país. Ele enfrentou o impacto da guerra civil, o deslocamento de populações e várias crises decorrentes de secas e cheias severas.

Elevação a Cardeal e Legado de Paz

Após atingir o limite de idade em 2004, solicitou a resignação e tornou-se bispo emérito. No entanto, o Papa Francisco criou-o cardeal no dia 14 de Fevereiro de 2015. Ele tornou-se assim o segundo cardeal da história de Moçambique, a seguir ao Cardeal Alexandre José Maria dos Santos.

O prelado manteve o seu título e relevância após a eleição do Papa Leão XIV em 2025. Ao longo de quase 70 anos de sacerdócio, destacou-se pela defesa da paz, reconciliação nacional e apoio constante às populações mais vulneráveis.

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