Polícia

Venâncio Mondlane solicita investigação internacional a alegadas violações de direitos humanos

PUBLICADO A 15 DE SET, 2026 | POR CHIPINDO
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O líder político moçambicano e presidente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, submeteu um apelo urgente a organizações internacionais para que seja instaurada uma investigação independente sobre alegadas violações dos direitos humanos e a deterioração da crise política no país.

Num documento datado de Setembro de 2026, Mondlane solicitou a intervenção de entidades como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch. O líder oposicionista aponta ocorrências de assassinatos, raptos, torturas e prisões arbitrárias contra membros da oposição, jornalistas e activistas da sociedade civil.

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O apelo faz referência a um histórico de violência no contexto político moçambicano, mencionando casos desde o assassinato do jornalista Carlos Cardoso, em 2000, até ocorrências mais recentes, como as mortes do advogado Elvino Dias e do representante eleitoral Paulo Guambe, em Outubro de 2024. É igualmente destacado o desaparecimento de Ilídio Facitela Gustavo, apontado como testemunha num processo judicial contra Mondlane no Tribunal Supremo.

De acordo com o documento apresentado, os protestos pós-eleitorais resultaram em cerca de 400 óbitos, registando-se ainda dezenas de mortes em episódios subsequentes de violência. Mondlane refere ter submetido quatro relatórios com denúncias à Procuradoria-Geral da República e ao Ministério do Interior sem obter resposta, alegando também o incumprimento de compromissos assumidos pelo Presidente da República, Daniel Chapo, relativos à cessação da violência e libertação de detidos.

Diante dos factos relatos, o presidente da ANAMOLA solicita a criação de mecanismos de monitoria permanente, o envio de missões de averiguação ao terreno e a protecção de testemunhas e vítimas, sustentando que os interesses económicos ligados aos recursos naturais não devem sobrepor-se à situação humanitária do país.

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