Polícia

Venâncio Mondlane entrega dossiê sobre direitos humanos ao Governo português

PUBLICADO A 22 DE SET, 2026 | POR CHIPINDO
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O político moçambicano Venâncio Mondlane entregou, em Lisboa, ao ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, um dossiê sobre alegadas violações dos direitos humanos em Moçambique. No documento, o político solicita o acompanhamento internacional permanente da situação e a realização de investigações independentes.

O encontro ocorreu durante a passagem de Mondlane por Portugal. Após a reunião, o político declarou à imprensa que apresentou um documento que reúne um resumo do cenário político e social moçambicano ao longo dos últimos 20 anos.

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Intitulado “Moçambique: Uma Democracia que Sangra”, o documento apresenta uma cronologia de episódios descritos como violência política, perseguição da oposição e repressão de manifestações, abrangendo o período entre 2000 e Setembro de 2026.

Mondlane classificou o encontro como positivo, referindo que o Governo português assumiu o compromisso de analisar a mensagem apresentada. Numa primeira fase, o conteúdo será encaminhado às estruturas governamentais portuguesas e, posteriormente, será avaliada a possibilidade de levar a questão a instâncias internacionais. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal confirmou a audiência, destacando que a reunião serviu para abordar a situação de Moçambique e as relações com Portugal e a União Europeia.

No dossiê, o líder político apela ao envio de missões independentes para investigar as denúncias e acompanhar os processos judiciais que envolvem dirigentes da oposição, no contexto das manifestações pós-eleitorais.

Paralelamente, Venâncio Mondlane confirmou a sua intenção de comparecer no julgamento reagendado para 17 de Novembro de 2026, em Moçambique, no âmbito de um processo-crime instaurado pelo Ministério Público. O Tribunal Supremo moçambicano determinou que não haverá transmissão audiovisual em directo do julgamento, permitindo contudo a presença da comunicação social para cobertura escrita e o acesso do público à sala de audiência.

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