Sexta-feira, 07 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Governo Moçambicano Exige Metas Claras para Inclusão de Mulheres nas Grandes Empresas

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Economia
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O Executivo de Moçambique exortou as grandes empresas a fixarem metas concretas de inclusão feminina. A orientação abrange a contratação, formação profissional e a compra preferencial a fornecedoras lideradas por mulheres.

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A posição foi apresentada nesta quarta-feira, em Maputo, pela Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane. A governante falava durante a abertura da quarta edição da Conferência Mulheres na Economia.

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Além disso, a responsável governamental alertou para a fraca presença de mulheres em cargos de decisão. As estatísticas oficiais demonstram que a maioria das empreendedoras actua apenas em pequenos negócios de subsistência.

Desigualdade no Mercado de Trabalho

Durante o seu discurso, a ministra revelou dados preocupantes relativos ao ano de 2025. Das cerca de 178 mil vagas de trabalho criadas no País, as mulheres ocuparam apenas 23,3% dos postos.

Consequentemente, o Estado considera urgente reverter este cenário desfavorável. O Governo entende que o País perde talento e capacidade produtiva ao marginalizar a mão-de-obra feminina nos sectores estratégicos.

No sector da educação profissional, o panorama revela disparidades acentuadas. As mulheres representam 45% dos estudantes em cursos técnicos e 49% dos estagiários remunerados. Contudo, elas receberam somente 21% das bolsas de estudo para o ensino técnico-profissional.

Exigências para o Conteúdo Local

Ivete Alane defendeu a reformulação dos programas de conteúdo local nos projectos nacionais. A governante garantiu que qualquer plano sem a participação efectiva das mulheres continuará incompleto.

Portanto, a governante propôs o acompanhamento directo de indicadores de desempenho. Os projectos devem registar o número de contratadas, a quantidade de fornecedoras e o valor dos contratos adjudicados a empresárias.

Entretanto, o Governo apresentou dados de iniciativas públicas implementadas no último ano. Em 2025, as mulheres obtiveram 41% dos títulos de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra emitidos.

Além do acesso à terra, o programa Meu Kit, Meu Emprego alocou 44% das suas vagas a mulheres. Adicionalmente, o Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis canalizou 40% das oportunidades ao público feminino.

Por outro lado, o Executivo procedeu à distribuição de kits de rendimento a cerca de duas mil mulheres. Estes empreendimentos continuam operacionais no mercado nacional.

Parcerias e Participantes no Debate

A ministra apelou ao sector bancário para conceber produtos financeiros ajustados às micro e pequenas empresas. O objectivo central consiste na transição sustentável da poupança informal para o investimento de alto impacto.

O evento reuniu peritos do sector privado, academia e sociedade civil. Entre os intervenientes estiveram Emília Nhalevilo, reitora da Universidade Púnguè, e Elma dos Santos, especialista em engenharia.

Também participaram no debate Djamila Carvalho, especialista em desenvolvimento, e Rudêncio Morais, presidente da ENH. O painel contou ainda com Edna Simbine, gestora na TotalEnergies, e Shelzia Mucavele, gestora executiva da Rovuma Tech.

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