Quarta-feira, 29 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
Repórter Nacional
Directo

Manuel de Araújo nega acusações em julgamento sobre protestos em Quelimane

Imagem: DR | Denúncias via WhatsApp: 821701000 / 871701000
Política
Tamanho do Texto:

Início do julgamento em Quelimane

O Tribunal Judicial da Cidade de Quelimane iniciou o julgamento sobre alegados ilícitos ocorridos após as eleições autárquicas de Outubro de 2023. O processo envolve o presidente do município, Manuel de Araújo, além de Telma Gonçalves e Zacarias Inácio.

Zacarias Inácio presidia a Comissão Distrital de Eleições durante o período dos factos. Os dois cidadãos moveram acções contra o autarca após manifestações populares de contestação aos resultados eleitorais.

Conteúdo Relacionado:

Queixosos alegam sentimento de insegurança

Durante a sessão, Telma Gonçalves explicou as razões da sua queixa. Ela declarou que manifestantes foram até à sua residência e a chamaram de “ladra de votos”. Consequentemente, a situação gerou medo e pânico na sua família.

Da mesma forma, Zacarias Inácio justificou a sua decisão judicial. O ex-responsável eleitoral sentiu-se ameaçado devido à exposição da sua imagem perante uma multidão no meio de forte tensão política.

Entretanto, a juíza questionou os motivos de dirigir o processo apenas contra o autarca. Os denunciantes responderam que identificaram o edil como o principal líder do grupo na altura.

Defesa de Manuel de Araújo e posição do Ministério Público

Por outro lado, Manuel de Araújo rejeitou categoricamente todas as acusações no tribunal. O edil afirmou que os queixosos agiram com má-fé para prejudicar a sua reputação pública.

Além disso, o autarca destacou que os denunciantes não apresentaram provas sólidas na audiência preliminar. Segundo ele, ambos sabiam do impacto das declarações que prestaram.

Diante dos factos, o Ministério Público classificou a denúncia contra o autarca como caluniosa. Por isso, a advogada do edil pediu a condenação de Telma Gonçalves e Zacarias Inácio pelos crimes de calúnia e difamação. No entanto, a defesa dos queixosos sustentou que o processo confirmou a participação de Araújo nas marchas.

Tópicos:

Deixe a sua opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar Citação: