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Lucílio Manjate defende reformas no ensino e maior integração económica na CPLP

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Sociedade
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O docente Lucílio Manjate obteve recentemente o grau de doutor com a nota máxima de 20 valores na Universidade Pedagógica, em Maputo. O académico lecciona Literatura Portuguesa na Universidade Eduardo Mondlane.

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A sua tese foca-se no “Estudo das representações discursivas das narrativas sobre Magaiza: um contributo para a didáctica da língua portuguesa”.

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Novos rumos para o ensino da língua portuguesa

O novo doutor defende que o ensino da língua portuguesa deve adotar novos padrões de aprendizagem. Segundo o académico, o processo pedagógico precisa de focar-se essencialmente no aluno. No entanto, esta mudança exige uma escola moderna e professores devidamente preparados para os novos desafios.

Para além disso, o docente salienta que a língua funciona como um veículo de cultura e saberes. Ela representa a identidade e a alma de um povo, configurando igualmente um instrumento de poder nas relações internacionais.

O futuro e os desafios da CPLP

Em relação à Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o docente afirma que a organização precisa de maior coesão. O académico argumenta que a associação deve ir além da partilha cultural. Por isso, propõe o reforço urgente da cooperação económica entre os países membros.

De acordo com as suas declarações, as indústrias culturais e criativas dependem de uma articulação mais eficaz. A diplomacia e a economia devem, portanto, caminhar juntas para consolidar o sentimento de pertença à comunidade. Consequentemente, os governos devem investir em programas educativos conjuntos e na difusão da literatura comum.

O debate sobre o Acordo Ortográfico

Abordando a questão do acordo ortográfico, Lucílio Manjate encara as divergências atuais como um desafio positivo. Na sua visão, estes debates testam a verdadeira coesão da comunidade linguística. Contudo, o docente reconhece que os países resistem a abdicar das suas especificidades linguísticas.

Ainda assim, o professor garante que as diferentes variedades do português vão continuar a coexistir de forma saudável. Os cidadãos continuam a comunicar e a compreender-se mutuamente, independentemente da unificação formal da escrita.

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