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Juventude Africana Defende Democracia Adaptada às Realidades do Continente

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Política
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A grande maioria dos jovens no continente africano continua a apoiar a democracia. No entanto, estes cidadãos exigem um modelo político adaptado às necessidades locais.

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Segundo dados de um levantamento internacional realizado com 4 901 jovens em 16 países, 73% dos inquiridos preferem o sistema democrático. Além disso, cerca de 64% rejeitam categoricamente regimes de partido único.

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Adaptação às realidades do continente

Apesar da preferência pela democracia, 56% dos entrevistados consideram que o modelo de governação ocidental não serve para África. Consequentemente, a Geração Z procura sistemas baseados na unidade nacional e na estabilidade.

Para 48% dos jovens, a unidade é o pilar fundamental de um novo modelo democrático. Por outro lado, 46% valorizam eleições livres e transparentes, enquanto 43% exigem governantes que criem postos de trabalho.

Desconexão com a classe política governante

O estudo aponta um forte descontentamento com a atual classe política. Cerca de 76% dos inquiridos afirmam que os líderes estão alheados das reais aspirações dos jovens.

Do mesmo modo, 76% lamentam a reduzida presença da juventude nos órgãos de decisão. Por essa razão, 79% manifestam intenção de votar em partidos que apresentem candidatos mais novos.

Além disso, 65% dos participantes defendem a fixação de um limite de idade para presidentes. A maioria aponta os 57 anos como o teto máximo ideal para o exercício de cargos executivos.

Divergências regionais e prioridades económicas

As prioridades variam conforme a realidade de cada país. Em Moçambique, 60% dos jovens priorizam o rigor do processo democrático. O mesmo cenário regista-se na Zâmbia, com 66%, e no Chade, com 58%.

Em contrapartida, na África do Sul e no Gana, a prioridade recai sobre governos que entreguem resultados rápidos. Nestas nações, mais de 60% colocam a eficácia acima da lentidão burocrática.

O custo de vida permanece como a principal preocupação dos últimos cinco anos. Por isso, a criação de novos empregos e o combate à corrupção liderarão as exigências da juventude para o futuro do continente.

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