Jornalistas na Zambézia contestam versão policial sobre dispersão do ANAMOLA
Jornalistas presentes em Quelimane, na província da Zambézia, contestaram publicamente a versão do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) sobre a dispersão de membros e simpatizantes do partido ANAMOLA. Segundo os profissionais da comunicação social, os acontecimentos testemunhados no local divergem substancialmente da narrativa oficial apresentada pela porta-voz da corporação, Belarmina Henriques.
A versão policial indica que a marcha comemorativa do primeiro aniversário do partido, agendada para 15 de Agosto, havia sido previamente interditada devido à falta de condições de segurança, decorrente do fluxo rodoviário e pedonal provocado por um evento cultural a decorrer na cidade. De acordo com a porta-voz, após a realização de um showmício, os participantes organizaram uma caravana em desrespeito às orientações emitidas pelas autoridades.
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A polícia justificou a intervenção com o uso de gás lacrimogéneo por um período inferior a cinco minutos, alegando ter havido arremesso de pedras contra uma viatura policial que causou danos materiais. O comando provincial atribuiu ainda ao gás a dispersão de um enxame de abelhas no campo da Sagrada Família, que resultou em quatro pessoas picadas, reiterando o apelo à manutenção da ordem e à preservação do património público e privado.
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