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Japão suspende apoio à reconstrução de Cabo Delgado devido à insegurança

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Sociedade
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O Governo nipónico decidiu não participar, nesta fase, na reconstrução das infra-estruturas destruídas em Cabo Delgado. A persistência dos ataques terroristas no norte do país motiva esta posição oficial. Todavia, a ajuda alimentar e o suporte de emergência às populações deslocadas vão continuar de forma ininterrupta.

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A confirmação partiu do embaixador japonês em Moçambique, Keiji Hamada. O diplomata falava durante a cerimónia de entrega de um novo donativo destinado a apoiar as vítimas do conflito armado.

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Foco na assistência alimentar imediata

Neste momento, a instabilidade na região impede a implementação de grandes obras de engenharia. Consequentemente, o Japão canalizou a sua cooperação para a doação directa de produtos essenciais, incluindo arroz e peixe, de modo a mitigar a fome no terreno.

Por outro lado, estes recursos são geridos através do Programa Mundial para a Alimentação (PMA). Desde 2022, as autoridades de Tóquio já disponibilizaram cerca de 14 milhões de dólares americanos para financiar operações de resiliência em solo moçambicano.

Entretanto, a representante do PMA no país, Claire Conan, enalteceu a parceria estratégica com o governo nipónico. A responsável garantiu que este financiamento contínuo tem salvado vidas nas comunidades mais vulneráveis.

Crise humanitária persiste no norte

A província de Cabo Delgado enfrenta quase uma década de ataques promovidos por grupos extremistas. Por essa razão, milhares de famílias continuam sem abrigo, vestuário ou alimentação adequada.

Além disso, a destruição sistemática de escolas, centros de saúde e redes de água agrava o sofrimento das populações locais. A prestação de assistência humanitária permanece como a única tábua de salvação para as comunidades afectadas.

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