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Governo classifica infraestrutura digital como prioridade estratégica ao nível de portos e estradas

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Infraestrutura digital vista como prioridade nacional

O Governo moçambicano considera a infraestrutura digital tão estratégica para o desenvolvimento económico do país quanto as estradas, portos e barragens. Esta posição foi defendida na quarta-feira pelo Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga.

Durante o seu discurso num fórum do sector financeiro, o governante destacou a necessidade de investimento contínuo em redes de fibra óptica e satélites de órbita baixa. Estas tecnologias oferecem maior capacidade a custos significativamente reduzidos para o país.

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Pilares para a economia digital e serviços bancários

O ministro apontou a conectividade total como o primeiro pilar fundamental da economia moderna. Além disso, reforçou que o acesso à internet deve cobrir todas as regiões moçambicanas, incluindo as zonas rurais. Assim, os cidadãos não precisam de abandonar as suas comunidades para aceder aos serviços digitais.

Em segundo lugar, Américo Muchanga enfatizou a importância dos centros de dados para a banca digital. O titular da pasta garantiu que a oferta de serviços financeiros acessíveis exige infraestruturas robustas capazes de suportar as operações em tempo real.

Adicionalmente, a criação de redes conexas e seguras é indispensável para o funcionamento da governação digital. Segundo o governante, a segurança na utilização das plataformas públicas garante a confiança dos cidadãos e acelera a adesão às tecnologias.

Desafios da inteligência artificial e cibersegurança

No que toca à inteligência artificial, o executivo moçambicano alertou para as limitações tecnológicas actuais. Apesar dos avanços em computadores e telemóveis, o país precisa de reforçar a capacidade de processamento de dados para suportar modelos mais avançados de inteligência artificial.

Paralelamente, a cibersegurança tornou-se um elemento vital para a segurança nacional perante as ameaças no espaço cibernético. Por conseguinte, o Governo já aprovou um conjunto de diplomas regulamentares, incluindo a Lei de Cibersegurança e a Lei do Cibercrime.

Estas normativas aplicam-se obrigatoriamente às empresas que gerem infraestruturas críticas. O objectivo central passa por proteger os activos nacionais, salvaguardar dados de utilizadores e assegurar a continuidade dos serviços essenciais.

Governação de dados e capacitação humana

O ministro destacou igualmente que o país deve converter os seus recursos naturais em desenvolvimento sustentável por meio da transformação digital. A aplicação de sensores inteligentes e plataformas digitais vai optimizar a gestão e travar actividades ilícitas.

A governação ética de dados surge assim como um activo estratégico fundamental. Deste modo, o Estado, o sector privado e a sociedade civil devem colaborar para criar um ambiente de inovação seguro e transparente.

Por fim, Américo Muchanga defendeu parcerias estratégicas com universidades e parceiros internacionais para qualificar a população. O fortalecimento de competências tecnológicas vai garantir empregos e oportunidades para jovens, mulheres e comunidades vulneráveis em todo o país.

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