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Gianni Infantino sob forte pressão na FIFA após fracasso de plano financeiro

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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, enfrenta uma pressão sem precedentes na liderança da organização. O motivo principal reside no fracasso de um plano de investimento privado recentemente cancelado.

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Com efeito, a proposta procurava atrair capital externo para os torneios da entidade máxima do futebol. Contudo, a forte oposição das federações internacionais travou a iniciativa poucos dias após o seu anúncio oficial.

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Proposta de investimento privado gera controvérsia na FIFA

O projecto denominado FIFA Forward Enterprise (FFE) visava introduzir investidores privados nas principais competições do organismo. Além disso, o plano cobria tanto os torneios masculinos quanto os femininos, incluindo o Mundial de Futebol.

Entretanto, a ideia gerou uma onda de rejeição imediata entre os dirigentes desportivos. Apresentado numa terça-feira, o projecto acabou por ser abandonado no sábado seguinte devido ao descontentamento geral.

Consequentemente, o recuo abalou a imagem do dirigente de 56 anos. Anteriormente, Infantino ostentava grande prestígio após consolidar a expansão da Taça do Mundo para 48 equipas em três países.

Relações políticas e acusações de centralização de poder

Críticos e antigos dirigentes do futebol europeu acusam o líder da FIFA de autocracia. De acordo com declarações à imprensa internacional, a gestão actual reduziu a transparência interna e os processos democráticos na instituição.

Paralelamente, a inclusão de uma empresa ligada à família do genro do ex-Presidente norte-americano Donald Trump no plano FFE levantou sérias preocupações éticas. Além disso, a aproximação entre Infantino e a liderança política dos Estados Unidos provocou reclamações formais.

Um dos episódios mais controversos envolveu a anulação da suspensão do jogador norte-americano Folarin Balogun. A decisão ocorreu após contactos directos ao mais alto nível político durante a competição.

Eleições marcadas para Março em Rabat

Diante da crise, Infantino prometeu restabelecer o diálogo e reatar relações com as partes descontentes. Por conseguinte, o líder pretende focar-se na unidade das federações para assegurar o crescimento do futebol mundial.

No entanto, a contestação interna poderá reflectir-se no futuro do dirigente. O próximo pleito eleitoral para a presidência da FIFA decorrerá em Rabat, Marrocos, no mês de Março.

Por fim, os candidatos à liderança da organização devem submeter as suas candidaturas até ao dia 18 de Novembro. O resultado definirá a continuidade do dirigente no comando do futebol global.

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