Sábado, 15 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Conferência em Maputo defende acção conjunta para reforçar a inclusão económica feminina

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Economia
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A cidade de Maputo acolheu recentemente a quarta edição da Conferência Mulheres na Economia. O evento reuniu representantes do Governo, do sector privado e da sociedade civil para debater o papel do género no desenvolvimento produtivo moçambicano.

Durante os painéis de debate, especialistas defenderam que a participação feminina deve acompanhar as transformações estruturais do país. Além disso, destacaram a urgência de associar a formação técnica a oportunidades reais de liderança e integração profissional.

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Desafios na formação e no mercado de trabalho

A ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, apresentou dados sobre o mercado laboral no país. Segundo a governante, existe ainda um desfasamento visível entre a qualificação das mulheres e o seu acesso efectivo ao emprego.

Embora as mulheres representem 44,8% dos beneficiários da formação técnico-profissional, recebem apenas 21,4% das bolsas do sector. Contudo, as profissionais já garantem 49,4% dos estágios pré-profissionais remunerados em todo o território nacional.

Ivete Alane reforçou que o país precisa de criar condições sustentáveis para que as mulheres consigam permanecer e liderar. Consequentemente, a economia nacional ganha maior competitividade quando reconhece e aproveita todo o talento disponível.

Impacto tecnológico e desenvolvimento empresarial

Representantes do sector bancário privado alertaram igualmente para os impactos da transformação tecnológica sobre as carreiras femininas. Um estudo recente da Organização Internacional do Trabalho indica que 29% das ocupações predominantemente femininas estão expostas à inteligência artificial generativa, contra 16% nas masculinas.

Por este motivo, os participantes sublinharam a necessidade de preparar raparigas e jovens para competências tecnológicas do futuro. A aposta contínua no empreendedorismo feminino surge como um pilar essencial para criar valor e gerar postos de trabalho.

Paralelamente, iniciativas do sector privado têm fortalecido o ecossistema empresarial moçambicano. Apenas em 2025, programas de capacitação e masterclasses para PME alcançaram mais de 2.100 participantes no país, promovendo mentoria prática e redes de contactos.

Pilares estratégicos para o crescimento

O administrador-delegado da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Diogo Milagre, explicou que o evento visa reforçar a reflexão em torno de três eixos fundamentais. A formação, a liderança e o conteúdo local surgem como pilares decisivos.

Desta forma, os organizadores pretendem capacitar as mulheres para que conquistem espaço em grandes projectos nacionais. O objectivo final consiste em permitir que as empresárias forneçam serviços complexos e assumam posições de destaque nos sectores de energia e tecnologia nos próximos anos.

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