Quarta-feira, 22 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
Repórter Nacional
Directo

Graça Machel critica SADC por inércia diante de crise xenófoba

Imagem: DR | Denúncias via WhatsApp: 821701000 / 871701000
Sociedade
Tamanho do Texto:

A ativista social Graça Machel criticou severamente a atuação da SADC perante a crise migratória na região. Segundo a antiga primeira-dama, a organização regional demonstra incapacidade para travar a migração. Este fenómeno está diretamente associado às tensões xenófobas na África do Sul.

Publicidade

Durante um encontro com jornalistas em Maputo, Graça Machel criticou a inércia dos líderes regionais. Os chefes de Estado deviam reunir-se imediatamente após o início dos distúrbios. No entanto, a organização não agiu com a rapidez necessária para analisar a situação.

Conteúdo Relacionado:

De acordo com a ativista, a comunidade regional funciona atualmente como uma máquina burocrática. Esta estrutura organiza reuniões ministeriais e produz resoluções focadas maioritariamente em interesses económicos. Contudo, a liderança falha ao não analisar profundamente as relações sociais entre as nações da região.

Necessidade de autossuficiência alimentar

A antiga ministra da Educação defende que a organização regional deve concentrar esforços na criação de condições económicas locais. Esta estratégia visa fixar os cidadãos nos seus respetivos países de origem. Para alcançar este objetivo, a produção de alimentos surge como uma prioridade urgente.

Graça Machel questionou a persistência da fome na região austral de África. A ativista lembrou que os países membros possuem terra arável e recursos hídricos abundantes. Além disso, várias destas nações já foram referências históricas na produção agrícola.

Portanto, a dependência da importação de alimentos revela-se incompreensível face ao potencial existente. A ativista social sugeriu a apresentação de uma proposta clara e coordenada para a produção de comida variada na região.

Falta de oportunidades para a juventude

Por outro lado, a falta de oportunidades económicas locais impulsiona a emigração de milhares de jovens. O principal destino continua a ser o território sul-africano. Este fluxo migratório ocorre mesmo num cenário de crescente tensão e violência xenófoba.

Muitos jovens moçambicanos e de outros países vizinhos acabam por exercer atividades informais nas ruas sul-africanas. Graça Machel lamentou a falta de incentivos para estes jovens. Eles não encontram apoio para desenvolver as suas iniciativas nos seus países de origem.

A ativista acumula a experiência única de ter sido primeira-dama em Moçambique e na África do Sul. Por isso, apela a uma reflexão profunda sobre o modelo de desenvolvimento regional.

Tópicos:

Deixe a sua opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar Citação: