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Governo justifica escolha da Matola para formação técnica do projecto de gás

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Economia
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Governo justifica escolha da Matola para capacitação profissional

O Ministério da Educação e Cultura prestou esclarecimentos públicos esta segunda-feira sobre o programa de capacitação para o projecto de gás natural. O executivo reagiu às recentes preocupações apresentadas por empresários e organizações sociais do norte do país.

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De acordo com a nota oficial, a realização das aulas no Instituto Industrial e Comercial da Matola assegura condições técnicas imediatas. Além disso, a instituição dispõe de alojamento, oficinas e laboratórios devidamente equipados para o efeito.

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Consequentemente, a medida permite cumprir os prazos estabelecidos com a multinacional operadora. Do mesmo modo, a iniciativa evita custos elevados com a transferência de turmas para o estrangeiro.

Compromisso mantido com o desenvolvimento regional

O Governo assegura que a escolha da Matola não reduz os investimentos destinados a Cabo Delgado. O compromisso com a capacitação local permanece inalterado e prioritário nas acções governamentais.

Com efeito, mais de 1.700 jovens daquela província já beneficiaram de programas de capacitação técnica. As formações anteriores decorreram em centros especializados e institutos na cidade de Pemba.

Paralelamente, a província conta com 14 estabelecimentos de ensino técnico-profissional. Várias destas unidades públicas recebem atualmente obras de modernização e ampliação de infra-estruturas.

Investimentos em infra-estruturas na região norte

Entre os projectos em curso sobressai a construção de um novo instituto industrial em Namaua. Igualmente, decorre a reabilitação do Instituto Industrial de Pemba e do respetivo Hotel-Escola.

Além disso, as autoridades edificam um laboratório específico para processamento de gás e automação industrial. Estas acções visam preparar a mão-de-obra local para as exigências da indústria extractiva.

Ainda assim, representantes locais defenderam recentemente que a formação dos 260 jovens devia ocorrer na província afetada pelo conflito. No entanto, o Governo garante que o plano abrange continuamente beneficiários em todo o país.

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