Quinta-feira, 23 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
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Fernando Rafael exige nova gestão para acelerar acesso à água em Moçambique

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Sociedade
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O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, defendeu uma transformação profunda no sector de água. A mudança deve focar-se no abastecimento de água e saneamento em Moçambique.

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O governante falava em Maputo. O evento marcou a abertura da Reunião Nacional de Indução e Alinhamento Institucional da Águas de Moçambique.

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Segundo o dirigente, as recentes reformas institucionais só trarão resultados práticos com uma nova cultura de liderança. Além disso, ele destacou a necessidade urgente de maior responsabilização e prestação de contas por parte dos gestores públicos.

O Impacto do Programa ProÁguas

Atualmente, o país atravessa uma nova etapa de modernização no sector de recursos hídricos. Esta fase é impulsionada pelo Programa ProÁguas 2026–2036, lançado recentemente pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

O programa visa acelerar de forma significativa a expansão do acesso à água potável e ao saneamento básico. Consequentemente, o governo pretende criar organismos mais robustos e clarificar as competências de cada instituição.

Desta forma, a nova estratégia integrada foca-se na implementação de uma governação corporativa. O objetivo principal é alcançar resultados concretos que melhorem diretamente a vida diária dos cidadãos moçambicanos.

Diretrizes para as Novas Sociedades de Água

Fernando Rafael dirigiu-se especificamente aos administradores das recém-criadas Sociedades Empresariais de Água e Saneamento. O ministro apresentou várias diretrizes estratégicas que devem ser prioritárias para as novas administrações.

Entre as orientações, destaca-se a aceleração dos projetos que já se encontram em curso no país. Adicionalmente, as equipas devem realizar um levantamento rigoroso sobre a situação real dos sistemas de abastecimento em todos os distritos.

Por fim, o governante recomendou o redimensionamento das infraestruturas que já não acompanham o crescimento populacional. Ele defendeu igualmente a valorização dos quadros locais e uma gestão mais próxima das comunidades beneficiárias.

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