O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial defenderam, durante as reuniões anuais realizadas em Banguecoque, a urgência de os países em desenvolvimento reforçarem a conectividade digital e conterem o endividamento público, como forma de capitalizar os avanços tecnológicos e salvaguardar as populações mais vulneráveis.
De acordo com o mais recente relatório sobre as Perspectivas da Economia Mundial, a taxa de crescimento global situa-se em 3,1%, acompanhada por uma inflação mundial fixada em 4,7%. Contudo, o cenário económico global permanece pressionado por instabilidades geopolíticas, custos crescentes de energia e pelo impacto severo de eventos climáticos extremos.
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Apesar de o crescimento associado à inteligência artificial e ao sector tecnológico estar a impulsionar economias integradas nessas cadeias de valor, muitos países em desenvolvimento continuam impossibilitados de acompanhar esse ritmo devido à limitação de infra-estruturas digitais e de capacidade técnica.
Em paralelo, o relatório alerta para a vulnerabilidade financeira extrema: mais de 60% das nações de baixo rendimento encontram-se actualmente em sobreendividamento ou em risco elevado de o alcançar. Perante este cenário, peritos reunidos no encontro reiteraram a urgência da consolidação da dívida pública, da protecção das redes de apoio social e do investimento em redes digitais estratégicas para assegurar a estabilidade económica a longo prazo.
