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Fitch Mantém Avaliação de Risco de Moçambique no Nível ‘CC’

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Economia
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A agência internacional de notação financeira Fitch conservou o nível de risco soberano de Moçambique em ‘CC’. Esta classificação representa o segundo patamar mais baixo da tabela da instituição. Consequentemente, o relatório aponta para um cenário provável de reestruturação dos compromissos financeiros do país.

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Os peritos alertam para o perigo elevado de incumprimento comercial. Este cenário poderá consolidar-se caso o Governo não feche um novo programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Anteriormente, em Abril, a agência já tinha reduzido a nota moçambicana de ‘CCC’ para ‘CC’.

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Riscos de sustentabilidade e negociações com o FMI

A manutenção da nota fundamenta-se na provável reestruturação do único Eurobond de Moçambique. O FMI considera que a dívida pública nacional é insustentável no caminho económico atual. Além disso, os analistas sublinham que qualquer alteração nos prazos do Eurobond representará uma troca em dificuldades.

As estimativas indicam um possível entendimento com o FMI apenas no início de 2027. Contudo, a aplicação deste plano enfrenta desafios sociais e políticos complexos. Entre as exigências previsíveis estão o ajuste orçamental, a reforma salarial no Estado e a flexibilização cambial.

Sem a garantia deste programa financeiro, o risco de sobreendividamento vai aumentar consideravelmente. Por conseguinte, as autoridades enfrentam uma pressão acrescida para acelerar as reformas estruturais.

Pressão financeira e perspetivas económicas

Atualmente, o país enfrenta fortes limites de acesso ao financiamento externo. O Governo depende de trocas internas de títulos e do apoio do banco central. Ao mesmo tempo, a banca comercial moçambicana demonstra escasso interesse em conceder novo crédito líquido ao Estado.

Além disso, o reembolso antecipado de 701,4 milhões de dólares ao FMI em Março reduziu as reservas disponíveis. Os analistas preveem que o défice orçamental atinja 2,9% do PIB em 2026. Entretanto, os atrasos de pagamentos internos e externos continuam a acumular-se.

A massa salarial e os juros absorvem dois terços das receitas públicas. Desta forma, a capacidade de investimento cai para 4,1% do PIB este ano. Por outro lado, os projetos de gás natural na Bacia do Rovuma surgem como uma oportunidade de alívio no longo prazo.

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