Terça-feira, 04 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Família acusa praticante tradicional de cobrança indevida após morte de doente em Chimoio

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Uma família residente no bairro Samora Machel, na cidade de Chimoio, denuncia um praticante de medicina tradicional por cobrança indevida. O caso surgiu após a morte de um parente escassos dez minutos depois da prestação dos cuidados.

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Segundo relatos dos familiares, o curandeiro exigiu o pagamento adiantado de 1.500 meticais para realizar o tratamento. No entanto, o paciente não resistiu à gravidade da enfermidade e perdeu a vida logo após a intervenção.

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Falta de remédios na unidade de saúde

Antes de procurar o tratamento alternativo, os parentes levaram o doente a uma unidade sanitária pública. Contudo, o centro hospitalar não dispunha dos medicamentos necessários no momento do atendimento.

Além disso, a família enfrentava falta de recursos financeiros para comprar os fármacos receitados nas farmácias privadas. Consequentemente, a opção por recorrer ao curandeiro surgiu como uma alternativa de emergência.

Recusa na devolução do dinheiro

Logo após a confirmação do óbito, os familiares exigiram a restituição integral do valor pago. Contudo, o prestador de serviços tradicionais recusou devolver o montante cobrado.

Por outro lado, o homem alegou que já tinha realizado as cerimónias e rituais ligados ao tratamento. Atualmente, o caso gera controvérsia e divide opiniões entre os moradores do bairro Samora Machel.

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