Ex-tesoureiro da LAM acusado de tentar subornar investigadores para evitar prisão
O antigo chefe da tesouraria das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Eugénio Mulungo, enfrenta acusações graves de ter tentado subornar investigadores do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) com 500 mil meticais, visando travar a emissão de mandados de captura contra si.
De acordo com informações veiculadas pela imprensa local, o esquema terá sido executado através do seu advogado. Mulungo, que trabalhou na transportadora de bandeira nacional desde 2009 e exerceu funções de chefia na tesouraria entre 2021 e 2023, possuía autorização para iniciar processos de pagamento e assinar contas bancárias da empresa.
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As investigações indicam que o ex-quadro da empresa pública está implicado na contratação irregular de uma empresa de restauração, conhecida como “catering”, tendo alegadamente iniciado pagamentos fraudulentos em benefício financeiro próprio. No total, o acusado responde por um crime de corrupção activa, 12 de participação económica em negócio, 12 de administração danosa, 12 de peculato e um de abuso de cargo e função.
No mesmo processo-crime está também indiciado Pascoal Bernardo, ex-director de operações da companhia aérea, responsável pela validação de facturas e requisições de refeições. Bernardo é acusado de ordenar dois pagamentos fraudulentos nos valores de três milhões e sete milhões de meticais. Sobre este incidem três crimes de participação económica em negócio, três de administração danosa, três de peculato e um de abuso de cargo ou função.
As autoridades judiciais prosseguem com os procedimentos legalmente estabelecidos para apurar a extensão total dos danos patrimoniais causados à transportadora aérea estatal.
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