Sábado, 01 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
Repórter Nacional
Directo

Falta de soro antiofídico afeta vítimas de mordeduras de cobra em Moçambique

Imagem: DR | Denúncias via WhatsApp: 821701000 / 871701000
Saúde
Tamanho do Texto:

Falta de tratamento nas zonas rurais

O acesso ao soro antiofídico gera preocupação no Serviço Nacional de Saúde em Moçambique. Várias comunidades enfrentam dificuldades para obter a medicação após acidentes com répteis.

Publicidade

Embora o Governo confirme a presença do fármaco na lista de remédios essenciais, a medicação não chega a todos. Profissionais de saúde relatam constantes falhas no abastecimento nos postos mais remotos.

Conteúdo Relacionado:

Em virtude disso, as unidades sanitárias centrais retêm a maior parte do stock. As populações rurais ficam assim desprovidas do tratamento imediato.

Profissionais de enfermagem na província de Maputo revelam a ausência do produto há longos períodos. Portanto, as equipas médicas orientam os familiares a comprar o antídoto em farmácias privadas.

Impacto do atraso no socorro médico

O elevado preço do antídoto impede a compra por parte das famílias vulneráveis. Consequentemente, muitos cidadãos recorrem à medicina tradicional ou procuram auxílio em países vizinhos.

Entretanto, o Chefe do Departamento de Prevenção e Combate à Doença, Henis Mior, nega a falta geral do produto no país. O responsável assegura que a distribuição segue dados epidemiológicos rigorosos.

Além disso, o Ministério da Saúde canaliza a medicação para as províncias do centro e norte. Estas zonas registam a maior quantidade de ocorrências no território nacional.

A administração do fármaco exige acompanhamento médico constante. Por essa razão, as autoridades concentram as doses em centros de saúde com capacidade técnica reforçada.

Contudo, as autoridades apontam a demora das vítimas na busca de socorro como causa do agravamento clínico. O uso de raízes e ervas atrasa a entrada nos hospitais.

Aumento acentuado nos casos registados

Surpreendentemente, algumas doses caducam nos armazéns devido à baixa procura atempada. Este cenário demonstra falhas na cadeia de resposta imediata e fatores socioculturais complexos.

A Central de Medicamentos e Artigos Médicos faz a compra anual com base nos registos do ano anterior. Todavia, os organismos estatais efetuam redistribuições para responder a emergências pontuais.

Os números oficiais confirmam uma subida drástica nas mordeduras de cobra. O país registou 2.052 casos em 2024 e atingiu 4.669 notificações em 2025.

As províncias de Sofala e Zambézia lideram a estatística com 952 e 826 ocorrências respetivamente. Chuvas intensas, ciclones e cheias alteram o habitat natural dos répteis e aumentam o risco para a população.

Tópicos:

Deixe a sua opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar Citação: