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ENH omite despesas da administração no relatório financeiro após críticas a salários

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Economia
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A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) omitiu as despesas com o conselho de administração no seu mais recente relatório de contas. A medida surge após severas críticas públicas sobre remunerações milionárias atribuídas aos seus gestores.

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A petrolífera estatal deixou de detalhar estes valores no documento financeiro referente a 2025. Além disso, a empresa contornou a divulgação das regalias específicas da alta direção no mesmo período.

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Aumento geral nos gastos com trabalhadores

Os custos totais com pessoal aumentaram significativamente no último ano económico. A petrolífera despendeu cerca de 1,161 mil milhões de meticais em salários, superando os 999,4 milhões registados em 2024.

Consequentemente, os encargos globais com trabalhadores atingiram 1,3 mil milhões de meticais. A direção justifica este incremento com a admissão de novos quadros e despesas de formação. No entanto, a instituição não especificou o número exato de novos contratados.

Histórico de ordenados e benefícios

Informações apuradas em relatórios anteriores revelam que cada gestor recebia cerca de 32,5 milhões de meticais por ano. Este valor equivalia a 2,7 milhões de meticais por mês para cada administrador da entidade.

Adicionalmente, a empresa estatal gastava dezenas de milhões de meticais na compra de veículos de luxo para o conselho de administração. Estas informações deixaram de figurar nos documentos oficiais apresentados recentemente.

Aparato de transparência noutras entidades

Por outro lado, outras instituições públicas mantêm a divulgação detalhada dos vencimentos da gestão. A demonstração de transparência financeira permanece visível em empresas como a HCB, a EDM e os CFM.

Estas organizações estatais apresentaram discriminadamente os gastos com salários e subsídios dos seus administradores. Além disso, a gestão pública dessas entidades informou com precisão a variação no número total dos seus colaboradores.

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