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Moçambique reduz dívida externa em 7,5% mas mantém insustentabilidade

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Economia
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O Governo de Moçambique registou uma redução de 7,5% no montante da dívida externa durante o primeiro trimestre deste ano. Esta alteração resultou de uma gestão activa da carteira de compromissos. Além disso, o pagamento regular do serviço da dívida impulsionou este resultado positivo.

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Outro factor determinante envolveu a reclassificação contabilística de um adiantamento feito pelo Banco de Moçambique ao Fundo Monetário Internacional. No entanto, esta operação técnica não alterou o volume global do endividamento do País.

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Com o ajuste de contas, parte dos encargos externos passou para a categoria interna. Por conseguinte, apenas a composição do portfólio sofreu modificações directas.

O valor total da dívida pública fixou-se em quase 1,1 mil milhões de meticais. Esse montante representa um crescimento de 1% em comparação com o encerramento do ano de 2025.

Segundo dados oficiais do Ministério das Finanças, a dívida pública equivalia a 72,2% do Produto Interno Bruto no final de 2025. Este indicador demonstra uma evolução moderada quando comparado com os 71,8% apurados em 2024.

Indicadores económicos e estrutura do endividamento

Actualmente, os credores estrangeiros detêm a maior fatia dos compromissos moçambicanos. A estrutura mantém-se maioritariamente externa, correspondendo a 56% do total, enquanto o sector interno absorve 44% do valor.

A carteira externa assenta sobretudo em empréstimos multilaterais obtidos em condições favoráveis. Entretanto, o Governo aplica medidas estruturantes para travar a subida das dívidas.

O Executivo aposta no aumento das receitas internas e na disciplina dos gastos públicos. Paralelamente, as autoridades realizam operações de troca, reestruturação e conversão de débitos em investimentos directos.

Alerta do Banco de Moçambique sobre o mercado financeiro

Apesar da redução pontual, a insustentabilidade dos compromissos financeiros ainda preocupa os reguladores. O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique emitiu um novo alerta sobre os riscos associados ao endividamento elevado.

O banco central frisou que os atrasos nos pagamentos afectam gravemente o mercado financeiro nacional. Excluindo contratos de locação e mútuo, a dívida interna ascende a 538,3 mil milhões de meticais. Este número reflecte um aumento de 63,7 mil milhões de meticais perante o valor de Dezembro de 2025.

Por fim, a autoridade monetária assinalou que os atrasos prejudicam a procura por títulos públicos. Consequentemente, estas falhas mantêm a rigidez das taxas de juro e elevam a percepção do risco-país.

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