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Família acusa morgue do Hospital Provincial de Chimoio de retirar órgãos de cadáver

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A família de Inês Francisco denunciou publicamente a alegada extração não autorizada de órgãos do corpo da falecida. O caso ocorreu na morgue do Hospital Provincial de Chimoio, localizado na província de Manica.

De acordo com o esposo da vítima, Fernando João, os parentes dirigiram-se à morgue dois dias após o óbito para preparar o funeral. No entanto, durante os preparativos, a família identificou cortes profundos e notou a ausência de diversos órgãos no cadáver.

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Suspensão das exéquias e exigência de respostas

Diante da gravidade da situação, os familiares decidiram suspender imediatamente as exéquias fúnebres. Consequentemente, a família exige esclarecimentos urgentes das autoridades de saúde e dos responsáveis pela gestão da unidade hospitalar.

Por outro lado, o responsável do setor de Medicina Legal, Manuel Dove, garantiu que a equipa técnica não realizou qualquer procedimento de autópsia no corpo da paciente.

Suspeitas de tráfico e investigação em curso

Entretanto, um jurista analisou as imagens recolhidas do corpo e admitiu a hipótese de tráfico ilícito de órgãos humanos. Ainda assim, as circunstâncias exatas do incidente permanecem por esclarecer e os autores do ato não foram identificados até ao momento.

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