CTA apela ao Banco de Moçambique para viabilizar acesso ao crédito empresarial
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) desafiou a nova direcção do Banco de Moçambique a implementar medidas que garantam um acesso mais favorável ao crédito para as empresas, de forma a impulsionar a produção e o investimento nacional.
O posicionamento foi defendido pelo presidente da agremiação empresarial, Álvaro Massingue, durante o XXII Economic Briefing, realizado em Maputo. O dirigente sublinhou que a empossada liderança do regulador monetário, encabeçada pelo governador Felisberto Navalha e pela vice-governadora Benedita Guimino, assume funções num contexto de elevada complexidade macroeconómica.
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De acordo com a CTA, a grande prioridade para o sector privado reside em encontrar o equilíbrio entre a estabilidade monetária e o financiamento da economia real. O empresariado apontou que, apesar da redução da taxa de juro de referência, o custo do crédito permanece elevado, mantendo a prime rate do sistema financeiro em 15,50%, sem considerar os spreads de risco dos bancos comerciais.
Entre as propostas apresentadas, a organização patronal solicitou a retoma do Comité de política monetária alargado ao sector privado, de modo a reforçar a transparência e a coordenação entre as políticas fiscal, monetária e cambial. Durante a avaliação do segundo trimestre de 2026, a CTA indicou que o Índice do Ambiente Macroeconómico subiu de 55% para 58%, enquanto o Índice de Robustez Empresarial registou um avanço tímido de 26% para 27%, fruto dos persistentes choques operacionais, escassez de divisas e burocracia estatal.
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