Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Edilidades da Área Metropolitana de Maputo Debatem Soluções para Crise de Transportes

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Encontro de emergência debate mobilidade urbana

Os autarcas dos sete municípios da Área Metropolitana de Maputo reuniram-se na segunda-feira, 3 de Agosto. O grupo debateu soluções urgentes para travar a escalada da crise nos transportes urbanos.

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O encontro decorreu na capital moçambicana durante a segunda Sessão Extraordinária do Conselho Metropolitano de Transportes. Júlio Parruque, presidente do Conselho Municipal da Matola, liderou os trabalhos da reunião.

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A mesa de discussões juntou os representantes de Maputo, Matola, Boane, Matola-Rio, Namaacha, Marracuene e Manhiça. O grupo avaliou os impactos do recente agravamento dos combustíveis sobre a mobilidade dos cidadãos.

Pressão demográfica e escassez de autocarros

O crescimento populacional acelerado tem aumentado a procura por viagens diárias. Consequentemente, o actual sistema de transportes públicos enfrenta limitações severas de capacidade operacional.

Atualmente, a escassez de frota provoca filas extensas e longos períodos de espera nas paragens. Milhares de trabalhadores e estudantes enfrentam sérias dificuldades para chegar aos seus destinos.

Por essa razão, as edilidades definiram a expansão da frota como uma prioridade máxima. O objetivo principal centra-se na melhoria da mobilidade urbana para satisfazer a procura crescente.

Injeção financeira e reforço de frota

Os dirigentes analisaram também o pacote de intervenções implementado pelo Governo central. Entre as acções, destaca-se a alocação recente de novos autocarros para reforçar as carreiras metropolitanas.

Além disso, a reunião serviu para rever a distribuição dos subsídios de compensação aos operadores privados. Este mecanismo visa atenuar os custos operacionais provocados pela subida do combustível.

Dados apresentados indicam que o Governo injetou mais de 238 milhões de meticais nos últimos dois meses. Este valor beneficiou os transportadores devidamente inscritos no sistema de compensação financeira.

Em suma, os municípios defenderam a necessidade de alinhar estratégias permanentes com o Governo. Apenas uma atuação coordenada garantirá um serviço de transporte acessível, eficiente e sustentável.

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